Desde criança, eu tinha propensão a fazer coisas erradas. Hoje avalio que era a falta de conhecimento de Deus que me levava a isto. Dei muito trabalho no colégio, fui pixador e ainda na infância me apaixonei pelo futebol e aos 13 anos já fazia parte da Torcida Organizada.
Minha família é uma benção. Meus pais são ótimos e em busca de Jesus, foram católicos, umbandistas, kardecistas. Minha mãe sempre foi uma mulher de muita fé. Durante a gravidez, ela teve 7 ameaças de aborto. Mas o SENHOR já me livrava.
Aos 14 anos, vieram os vícios, primeiro cigarro e álcool, logo depois a maconha e aos 17 já usava cocaína.
Aos 21, conheci o sexo por dinheiro e comecei a envolver com mulheres mais velhas, para mim era normal. Aos 28 anos, conheci o crack.
Participei de emboscadas contra torcedores de outros times, contra casas, atentado a ônibus e acabei me tornando líder no bairro desta Torcida. Em um jogo em outro estado, um amigo levou um tiro de ponto 40.
Meu tio ficou com tuberculose e preocupado com a vida que eu levava, resolvi fazer um exame. A mulher disse que eu deveria voltar em 7 dias, então me ligou e pediu para refazer os exames, pronto, achei que era Soro Positivo. Pirei. Dezenove dias depois o ainda não havia saído o resultado e acabei perdendo o emprego e me entregava cada dia mais na cocaína.
Meu amigo ficou um mês em coma, antes de morrer. Como eu me culpava.
Fiquei 5 dias sem dormir, usando cocaína e não encontrava mais a droga. Então experimentei o crack. No dia seguinte comprei 10 pedras e 15 dias depois, havia perdido o controle de minha vida.
Meu pai não acreditava que eu tinha recuperação. Na verdade eu mesmo não acreditava na recuperação, construi quatro paredes a minha volta e ninguém penetrava. Ficava em um cemitério, fumando droga e ouvia minha mãe me chamar. Era assustador.
Depois de 5 meses no crack, pedi ajuda e fui para uma casa de recuperação. Quinze dias depois, achei que já estava bom e voltei para casa.
Fiquei 3 meses sem as drogas, mas continuava bebendo, então não resisti e voltei às drogas. Seis meses depois, busquei ajuda com um psicólogo. Tomava remédio, ficava muito tempo em casa, mas acabei voltando para as drogas. Fui então internado em um hospital psiquiátrico. No terceiro dia, por conta de um mal entendido, fui colocado para fora da daquela instituição, cheguei a conclusão que a minha vida ali havia acabado.
Eu brigava muito com meu pai, no dia que ele me buscou no hospital psiquiátrico pedi perdão a ele, voltamos para casa e comecei trabalhar.
Mais uma vez, voltei para as drogas.
Perdi o emprego, perdi tudo. Fiquei com 46 kilos, 5 ou 6 dias sem voltar para casa e por toda esta situação o casamento de meus pais estava por um fio.
Um dia, chegou um tio em casa e minha mãe pediu ajuda. Como já tinha me internado duas vezes e falhado, eu disse que conseguiria sair dessa sozinho.
Fiquei então cinco dias na rua. Foram os piores dias da minha vida. Em cima de um tumulo, vendo vultos e ouvindo gargalhadas.
Lembrei-me das coisas que meu pai dizia, fuçava lixo na rua, procurando latinha e coisas para vender. Então procurei meu tio e disse que precisava de ajuda, queria sair da rua e me internar.
Passei aquela noite na rua e me internei 4 dias depois. dormi o caminho inteiro. Lá na clinica, passei cinco dias dormindo, só acordava para comer. Comecei então a arrumar confusão para ir embora. Fiz de tudo , ofendi, enganei e passados 14 dias ainda não tinham me mandado embora. No 15º dia um rapaz me disse coisas que muitas pessoas já haviam dito, mas foi diferente, aquela palavra tocou.
Tive a primeira visita de minha família, foi triste e chorei. Com 21 dias, Deus começou quebrantar meu coração.
Com um mês e três dias, fui chamado para a monitoria. Em quatro meses recebi alta, fato que só havia acontecido com dois outros rapazes que saíram antes de 6 meses de internação.
Depois de sair, comecei procurar uma igreja. Pedi a Deus que preparasse um lugar para falar ao meu coração. Em um sábado, ao passando em frente a Desafio, resolvi entrar e fui recepcionado por um irmão muito atencioso.
Em julho completei um ano de Desafio de Cristo e embora muitos dissessem que eu cairia, estou limpo para a Honra e Glória do Senhor. A Pastora Vânia tem sido muito importante em minha vida.
Ingressei muitos jovens nas coisas ruins e hoje, Deus tem me dado Graça e já levei mais de 70 dependentes para casas de recuperação.
Minha família e esta bem e recentemente fiquei noivo.
Glória a Deus.
Fernando
Minha família é uma benção. Meus pais são ótimos e em busca de Jesus, foram católicos, umbandistas, kardecistas. Minha mãe sempre foi uma mulher de muita fé. Durante a gravidez, ela teve 7 ameaças de aborto. Mas o SENHOR já me livrava.
Aos 14 anos, vieram os vícios, primeiro cigarro e álcool, logo depois a maconha e aos 17 já usava cocaína.
Aos 21, conheci o sexo por dinheiro e comecei a envolver com mulheres mais velhas, para mim era normal. Aos 28 anos, conheci o crack.
Participei de emboscadas contra torcedores de outros times, contra casas, atentado a ônibus e acabei me tornando líder no bairro desta Torcida. Em um jogo em outro estado, um amigo levou um tiro de ponto 40.
Meu tio ficou com tuberculose e preocupado com a vida que eu levava, resolvi fazer um exame. A mulher disse que eu deveria voltar em 7 dias, então me ligou e pediu para refazer os exames, pronto, achei que era Soro Positivo. Pirei. Dezenove dias depois o ainda não havia saído o resultado e acabei perdendo o emprego e me entregava cada dia mais na cocaína.
Meu amigo ficou um mês em coma, antes de morrer. Como eu me culpava.
Fiquei 5 dias sem dormir, usando cocaína e não encontrava mais a droga. Então experimentei o crack. No dia seguinte comprei 10 pedras e 15 dias depois, havia perdido o controle de minha vida.
Meu pai não acreditava que eu tinha recuperação. Na verdade eu mesmo não acreditava na recuperação, construi quatro paredes a minha volta e ninguém penetrava. Ficava em um cemitério, fumando droga e ouvia minha mãe me chamar. Era assustador.
Depois de 5 meses no crack, pedi ajuda e fui para uma casa de recuperação. Quinze dias depois, achei que já estava bom e voltei para casa.
Fiquei 3 meses sem as drogas, mas continuava bebendo, então não resisti e voltei às drogas. Seis meses depois, busquei ajuda com um psicólogo. Tomava remédio, ficava muito tempo em casa, mas acabei voltando para as drogas. Fui então internado em um hospital psiquiátrico. No terceiro dia, por conta de um mal entendido, fui colocado para fora da daquela instituição, cheguei a conclusão que a minha vida ali havia acabado.
Eu brigava muito com meu pai, no dia que ele me buscou no hospital psiquiátrico pedi perdão a ele, voltamos para casa e comecei trabalhar.
Mais uma vez, voltei para as drogas.
Perdi o emprego, perdi tudo. Fiquei com 46 kilos, 5 ou 6 dias sem voltar para casa e por toda esta situação o casamento de meus pais estava por um fio.
Um dia, chegou um tio em casa e minha mãe pediu ajuda. Como já tinha me internado duas vezes e falhado, eu disse que conseguiria sair dessa sozinho.
Fiquei então cinco dias na rua. Foram os piores dias da minha vida. Em cima de um tumulo, vendo vultos e ouvindo gargalhadas.
Lembrei-me das coisas que meu pai dizia, fuçava lixo na rua, procurando latinha e coisas para vender. Então procurei meu tio e disse que precisava de ajuda, queria sair da rua e me internar.
Passei aquela noite na rua e me internei 4 dias depois. dormi o caminho inteiro. Lá na clinica, passei cinco dias dormindo, só acordava para comer. Comecei então a arrumar confusão para ir embora. Fiz de tudo , ofendi, enganei e passados 14 dias ainda não tinham me mandado embora. No 15º dia um rapaz me disse coisas que muitas pessoas já haviam dito, mas foi diferente, aquela palavra tocou.
Tive a primeira visita de minha família, foi triste e chorei. Com 21 dias, Deus começou quebrantar meu coração.
Com um mês e três dias, fui chamado para a monitoria. Em quatro meses recebi alta, fato que só havia acontecido com dois outros rapazes que saíram antes de 6 meses de internação.
Depois de sair, comecei procurar uma igreja. Pedi a Deus que preparasse um lugar para falar ao meu coração. Em um sábado, ao passando em frente a Desafio, resolvi entrar e fui recepcionado por um irmão muito atencioso.
Em julho completei um ano de Desafio de Cristo e embora muitos dissessem que eu cairia, estou limpo para a Honra e Glória do Senhor. A Pastora Vânia tem sido muito importante em minha vida.
Ingressei muitos jovens nas coisas ruins e hoje, Deus tem me dado Graça e já levei mais de 70 dependentes para casas de recuperação.
Minha família e esta bem e recentemente fiquei noivo.
Glória a Deus.
Fernando
Enviado Por: Victor Guilherme Simão Neves (Primo)

